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A mais famosa prostituta do mundo

“O sexo é meu hobby, meu trabalho, meu divertimento, meu exercício, minha fonte de renda e meu assunto favorito”.

As revelações resumem o perfil da norte-americana Annie Sprinkle, a mais famosa prostituta do mundo, considerada o ícone máximo da pornografia deste século.

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Na verdade, ela é mais do que isso. É uma estrela consagrada do showbusiness. Já brilhou em várias exposições de arte digital como a da PeepShow 28, que acontece todos os anos no Lusty Lady Club, uma das mais freqüentadas casas de espetáculos pornôs, de Seattle, Washington, e de São Francisco, Califórnia.

Annie tem em seu acervo uma preciosidade: o filme Annie Sprinkles’s History of Porn, uma coletânea de seus filmes eróticos.

Há mais de duas décadas que Annie divulga seu negócio por meio da arte performática, da fotografia, de livros e do ensino.

É mestra no assunto. Literalmente: tem doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Sexualidade Humana, em São Francisco, Califórnia. Uma pequena mostra de seus conhecimentos estão em seu best-seller Hardcore from the Heart, em que ela aponta a pornografia como arte.

“As antigas gueixas eram artistas. No filme Dangerous Beauty (Luta pelo Amor), a prostituta era poeta. Sempre houve uma forte relação entre a arte e o sexo. Ambos envolvem a fama e atraem o grande público”, ela garante.

Annie tem um site oficial com notícias, galeria de fotos, acervo de filmes, links para suas páginas favoritas. Em um artigo picante ela descreve as aventuras do que chama “minha superrodovia uterina”.

Ela nasceu num subúrbio de Los Angeles, em 23 de julho de 1954, com o nome de Ellen Steinberg. Seus pais eram acadêmicos. Era uma menina tímida, sexo nem pensar. E foi assim até os 17 anos, quando transou pela primeira vez.

“Foi algo mágico, que me atraiu intensamente. A partir daí, dediquei minha vida ao sexo”.

Nos anos 70, ela prostituiu-se e começou a fazer filmes pornôs, mais de 200. Incansável, desenvolveu um projeto chamado prazer pós-moderno: são 54 cartas com fotos que ficaram por muito tempo na mira da censura norte-americana. Mas Annie não deu bola ee continuou seu trabalho, em ritmo alucinante.

Valeu a pena. Muitas de suas criações foram mostradas nos museus de Arte Moderna e Arte Contemporânea de Nova York e em galerias de prestígio internacional.

Annie não está mais nas ruas. Vive com tranqüilidade em sua casa flutuante, em Sausalito, e está agora voltada para o tantrismo, ioga e meditação.

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