A superstição nas Olimpíadas
A China é o país das superstições, dos oráculos, dos amuletos, das panacéias milagrosas. A começar pelo crença que eles têm de que o número 8 dá sorte e, por essa razão, como já foi amplamente divulgado, os Jogos Olímpicos começaram no dia 8/08 exatamente às 8 horas, 8 minutos e 8 segundos.
O ano de 2008 é bissexto e, segundo a numerologia, um ano cabalístico, de bom augúrio para muitos, embora os desastres que a China vem enfrentando tenha levado grande parte do povo à “maldição dos Fuwa”, as cinco mascotes olímpicas.
Para os internautas, as mascotes teriam causado cinco pragas diferentes na China, a última delas representada pelas inundações que atualmente ameaçam a população.
As supertições dos chineses são responsáveis pela quase extinção de animais como os tigres e os rinocerontes, utilizados na chamada “medicina” tradicional chinesa.
A prática mais chocante é a criação de ursos em jaulas, com tubos metálicos introduzidos na vesícula, de maneira a obter a sua bílis, considerada um remédio para todos os males.
A propósito, paralelamente aos jogos olímpicos, a cidade de Xangai organizou este ano, pela quarta vez, as Olimpíadas Animais, com cerca de 300 “atletas”, incluindo cangurus forçados a combater humanos, com luvas de boxe.
Mas não são apenas os chineses que são supersticiosos, mas também vários esportistas.
O jogador de basquete Michael Jordan, campeão olímpico em Barcelona-1992, ganhou tudo o que era possível, mas confessou que seu segredo é “usar seu short universitário da sorte debaixo do uniforme”.
De longe, o futebol é um dos ambientes mais supersticiosos. Ocupar o mesmo assento na ida para os estádios, usar a mesma camisa, faz parte de um repertório, assim como ver o brasileiro Ronaldo, bronze em Atlanta-1996, entrar sempre em campo com o pé direito.
O espanhol Gervasio Deferr, bicampeão olímpico de ginástica (cavalo), antes de cada rotina repete mecanicamente a mesma frase para afinar sua concentração: “O que faz falta antes de um bom exercício é uma ducha de água fria”.
Entre os tenistas, Ana Ivanovic, nunca pisa nas linhas da quadra entre um ponto e outro, e seu outro ritual é pingar a bola apenas uma vez antes do saque.
Já seu compatriota Novak Djokovic faz o contrário: às vezes deixa pingar a bola mais de 15 vezes antes de servir.
Nosso Diego Hipólito, sério candidato a ir para o pódium na ginástoca de solo, fez uma quadro com a figura de uma medalha de ouro e fica olhando-a por alguns minutos, todos os dias.
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