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Atrás das grades, em busca do amor

Dia dos Namorados. Muitos pombinhos trocando presentes e carinhos.

É de fazer inveja às garotas que estão atrás das grades e procuram, desesperadamente, seu príncipe encantado. Quem desejaria tê-las como sua garota?

“Sou uma jovem sincera, carinhosa. Desejo alguém que queira compartilhar sua vida comigo. Gosto de corridas de carro, de andar de bicicleta e de barcos. Escreva-me, por favor”.

O texto descreve Jeniffer Leigh, 21 anos, solteira, morena, atraente.

Seria mais um desses rotineiros classificados de amor online, não fosse ela uma das centenas de detentas norte-americanas que aderiram ao site Meet-an-inmate (Conheça uma prisioneira) e que esperam, um dia, receber uma carta que mantenha nelas o fio de dignidade, quase rompido por seus crimes.

Ainda que seja visto com reservas por funcionários da área de correção penal, o site tem o apoio de assistentes sociais, psicólogos e especialistas.

Lá, as detentas são agrupadas por idade, raça ou origem. Elas não têm acesso a computador nem possuem e-mail.

Portanto, a única forma de contatá-las é por meio do correio convencional. O site, que tem como slogan Faça uma prisioneira sorrir, cobra uma taxa de US$3,00 para dar o endereço de uma delas.

Se Jennifer não o sensibilizou, quem sabe você se interesse por Tootsie.

“Estou em liberdade condicional, desde abril de 2001, e quem quiser me conhecer deve se preparar, pois, vivendo na prisão por muitos anos, imploro por sexo. Fora isso, procuro por um homem religioso que ame a natureza e diversões ao ar livre: jogos e concertos. Não bebo nem fumo”, ela escreve.

Tootsie tem 66 anos.

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