Brincadeiras do destino
Num domingo, 6 de agosto de 1978, o despertador que, durante 55 anos anos, infalivelmente, acordava o então papa Paulo VI às 9h40 da manhã, tocou, subitamente, às 9h40 da noite.
Naquele momento, Paulo VI não abriu os olhos, mas fechou-os para sempre. Estava morto.
Um simples coincidência? Pode ser. Mas o que provoca fenômenos como esse?
O grego Hipócrates, conhecido como o pai da medicina, e que viveu aproximadamente entre 460 e 375 antes de Cristo, acreditava que as coincidências (ou o acaso, como queira) eram produto de “afinidades ocultas” entre os seres do do universo.
Mias tarde, o psicólogo suíço Carl Gustav Jung e o filósofo húngaro Arthur Koestler definiram as coincidências como a manifestação de um princípio universal, que tenta pôr ordem nas coisas que estão submersas na desordem.
Kostler chegou a batizar as coincidências como “charadas do destino”. Mas não soube decifrá-las.
E você, acha pode realizar a tarefa? Tente explicar, então, os dois fatos extraordinário, que narro a seguir.
1 Os dois Humbertos
Em 28 de julho de 1900, Humberto I, rei da Itália, estava em Monza para assistir a uma competição de atletismo.
À noite, num restaurante, notou que o dono era bem parecido com ele. Chamou-o, e , durante longa conversa, descobriu que os dois tinham muita coisa em comum.
O dono do restaurante também se chamava Humberto, havia nascido em Turim, mesma cidade do rei, e no mesmo dia. Suas esposas tinham o mesmo nome: Margarida.
Mais: o plebeu Humberto tinha inaugurado seu restaurante no mesmo dia em que o nobre Humberto fora aclamado rei.
Impressionado, o rei convidou seu sósia para assistir à competição. Mas os dois jamais se voltaram a ver. Na manhã seguinte, o dono do restaurante foi morto por um tiro disparado por um de seus concorrentes. Logo depois, o rei morria, vítima de um tiro de um anti-monarquista.
2 De volta para casa
A segunda charada do destino é ainda mais incrível, porque se estende para além da vida. Quando passava um temporada nos Estados Unidos, o ator canadense Charles Francis Coghlan adoeceu em Galveston, no Texas, e morreu.
Sua cidade natal, a ilha Príncipe Eduardo, no golfo de São Lourenço, fica muito distante – 5.600 quilômetros por mar – e seu copor não pôde ser enviado para lá.
Então, Charles foi enterrado ali mesmo, em Galveston. Menos de um ano depois, em setembro de 1900, um furacão atingiu a cidade texana, inundou o cemitério e o caixão de Charles foi levado pela enxurrada até o golfo do México.
Passaram-se oito anos. Em outubro de 1908 (Charles nasceu no mês de outubro) pescadores da ilha Príncipe Eduardo avistaram um objeto boiando próximo à praia. Era o caixão com o corpo do ator.
Perplexos com a descoberta, seus conterrâneos o enterraram em uma igreja local. Era exatamente o desejo de Charles, conforme constava de seu testamento.












Essas eu não conhecia. Mas a do ator é fenomenal.
Estes fatos são provas que não temos todas as respostas.
Apesar de todo o desenvolvimento da ciência e o avanço da tecnologia existem coisas que escapam ao nosso raciocínio.
Olá, Francisco
É. Como disse Hamlet, o célebre personagem de Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que sonha nossa vã filosofia”. Fiquei feliz com sua visita. Volte empre ao meu blog.
Abraços
Lembrei de um episódio que ocorreu em minha família há algum tempo.
Quando minha mãe ainda nem sonhava em nascer,e minha vó entrava na puberdade,suas duas irmãs gêmeas de 7 anos,estavam na praia tomando de mar,quando uma delas decidiu voltar pra areia…No trajeto porém,um jipe amarelo que passava descuidado por ali,a atropelou e ela acabou morrendo.
7 anos depois, a irmã,sobrevivente,estava na praia,tomando banho de mar,quando decidiu vir pra areia e adivinhem?Foi atropelada por um jipe amarelo e morreu…
Será que se pode dizer que foi só coincidência ou as duas irmãs estavam unidas até na morte?
Relato uma coincidência sem importância que aconteceu comigo. Quando eu era criança, estava ajudando minha mãe a limpar a casa. O rádio estava ligado, quando minha mãe me perguntou, da cozinha:
- André, que horas são?
E o locutor da rádio, um segundo depois respondeu:
- São exatamente tantas horas e tantos minutos!