Cachorro deficiente é eleito o melhor do ano

O quanto uma deficiência física pode limitar um animal? Se você respondeu ‘muito’, precisa conhecer o lhasa-apso Marcelo.

Sem controle de movimentos das patas traseiras, ele é um exemplo de superação. Corre, brinca, sobe e desce escadas. Tudo com a ajuda de uma cadeirinha de rodas.

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Tanta vontade não podia dar em outra. O cãozinho conquistou o coração de quem visitou o site da Gazeta do Povo e faturou o concurso sensação do mundo animal: ele foi eleito o Cachorro do Ano 2009.

Mas a tarefa não foi fácil. Para chegar ao topo do pódio, o pequenino de pelagem farta, que recebeu o nome em homenagem ao cantor Marcelo D2 (que também já foi adepto da cabeleira), teve de superar mais de 4,5 mil cães inscritos.

Em um concurso difícil, mais competitivo pelas novas regras, o campeão recebeu mais de 2 mil votos na fase final, para a alegria de sua dona, a costureira de Curitiba Nilza Arruda.

“Só de ele chegar às finais fiquei muito emocionada”, diz ela.

Mas o destino nem sempre foi generoso com o novo campeão. Antes de alegrar o lar de Nilza, Marcelo foi encontrado pela costureira abandonado perto dos trapiches da cidade de Paranaguá, no Litoral paranaense.

Sem movimentar as patas traseiras, o animal estava doente e com muitas feridas.

“Ele era um cachorro muito feio. Estava todo machucado, pois precisava se arrastar para andar. Estava cheio de bichos e com o pêlo todo embolado”, conta Nilza.

Nilza não pensou duas vezes: recolheu o cão e e fez os primeiro curativos no animalzinho.

Porém, o que era para ser apenas um cuidado emergencial, virou uma história de afeto. A costureira não aceitou a ideia de soltá-lo na rua novamente e decidiu levá-lo para a sua casa, em Curitiba.

Na capital paranaense, Nilza entrou em contato com a funcionária pública Joice Scheleski, protetora de animais de Curitiba. Juntas, as duas conseguiram levantar verbas para o tratamento de Marcelo.

“Ele ainda estava com anemia, mas conseguimos revertê-la. Só a falta de movimento nas patas é que não foi possível curar”, diz Nilza.

Para esse problema, Marcelo contou novamente com a solidariedade de pessoas que nem mesmo o conheciam.

Assim, Nilza conseguiu arrecadar dinheiro para comprar uma cadeira de rodas, feita sob medida para a estrutura física do cãozinho.

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