Ditados Populares e seus significados – Final
Último post de uma série com 60 ditados populares e seus significados. Anote:
A pressa é inimiga da perfeição
Esta frase antológica passou ao acervo de ditos célebres pela pena do famoso jurisconsulto brasileiro Rui Barbosa de Oliveira, ao comentar a rapidez com que se redigia o Código Civil Brasileiro, que trouxe, em sua versão final, preciosas anotações do mestre.
Os detalhes sempre foram importantes, nas redações das leis como nas obras artísticas. Ao longo dos carnavais, várias foram às escolas de samba que perderam pontos importantes pelo desleixo com pormenores.
O águia de Haia, como era chamado por sua atuação em famosa conferência que pronunciou na Holanda, acrescentou que a pressa é também “mãe do tumulto e do erro”.
Errar é humano
Frase do escritor latino Sêneca, o filósofo perceptor do imperador Nero. Sêneca foi bom professor, mas seu aluno desvairado decretou-lhe morte das mais cruéis, ordenando que cortasse os próprios pulsos.
O filósofo escreveu diversos livros, entre diálogos, tratados e cartas, e seus ensinamentos estavam baseados na doutrina dos estóicos. São-lhe atribuídas à autoria de obras célebres como Medéia, As Troianas e Fedra.
Teólogos cristãos, quando citam a frase, costumam emendá-la, escrevendo: “errare humanum est, sed perseverare in erro autem diabolicum”. “Errar é humano, mas perseverar no erro é diabólico”.
Voto de Minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.
Fazer nas coxas
As primeiras telhas dos telhados nas Casas aqui no Brasil eram feitas de Argila, que eram moldadas nas coxas dos escravos que vieram da África.
Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido as diferentes tipos de coxas. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.
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