Entrevista com um ex-agente da CIA
Aos olhos do mundo, Tony Joseph Mendez era apenas um eficiente burocrata do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Mas, com seu talento para criar incríveis engenhocas e falsificar identidades, foi logo apelidado de “Mestre dos Disfarces”.
Tony ficou famoso pelo resgate de diplomatas americanos, que caíram nas mãos de fundamentalistas iranianos em 1980, numa operação que envolveu a criação de uma suposta companhia canadense de produção de filmes para Hollywood.
Aos 66 anos de idade, aposentado desde 1990, vive com a esposa Joanna, também ex-agente, e seus filhos, numa fazenda nas montanhas Blue Ridge, em Maryland.
Lá, ele escreveu dois best-sellers: O Mestre dos Disfarces e Minha Vida Secreta na CIA. Nesta entrevista exclusiva, Tony fala de suas aventuras.
O que o atraiu para a CIA?
Tony – Respondi a um anúncio que saiu no Denver Post, do Colorado, procurando artistas para trabalhar na Marinha. Eu era ilustrador, portanto, um artista, de modo que me apresentei como candidato. De repente, achei-me num quarto de hotel sendo entrevistado por um recrutador da CIA.
Qual foi a sua mais perigosa missão?
Tony – Quase todas. Nosso trabalho gira sempre em torno da vida e da morte. Eu mesmo quase morri em missões no Vietnã, nos anos 60/70, e durante a crise do Irã, na década de 80.
Até que ponto as máscaras faciais como as que vemos em filmes como Missão Impossível correspondem à realidade?
Tony – As máscaras faciais de Hollywood são boas para os filmes. Nossas missões impossíveis ainda são secretas. O que posso dizer é que não tínhamos tempo para retoques ou para ficar horas fazendo maquiagens. No último capítulo de O Mestre dos Disfarces, falo de uma mulher que trabalhava para mim e que entrou no Salão Oval levando um punhal escondido de tal forma que ninguém pôde detectá-lo. Depois de conversar alguns minutos com o presidente, ela revelou sua identidade e mostrou-lhe o punhal – uma prova de que o aparato de segurança da Casa Branca era vulnerável.
Naturalmente, as operações da CIA podiam ser descobertas. O sr. não ficava preocupado em ser desmascarado?
Tony – Bem, tudo o que é secreto tem uma meia vida. O que se espera é que nada transpire até que a operação termine. O resgate dos diplomatas americanos no Irã permaneu em segredo por mais de 17 anos. Até então eles pensavam que o responsável pela sua libertação tinha sido o embaixador do Canadá. Só em 1997, a CIA resolveu contar-lhes a verdade.
A Internet mudou a maneira de a CIA atuar?
Tony – É difícil operar via Internet, uma vez que é fácil para os hackers descobrirem o que estamos fazendo. Mas é um bom negócio quanto temos de agilizar contatos com nossas principais fontes de informação.
Quais seriam as características de um espião perfeito?
Tony – O espião perfeito deve ter as seguintes características: espírito de aventura; boa memória e um tremendo poder de observação; adaptação a qualquer ambiente; ser forte o bastante para resistir à fome, sede e situações de extremo perigo.
Ir para a página inicial do Repórter Net









muito interessante amigo, poxa já pensou vc vai a uma entrevista para artistas e se vê com um recrutador da CIA. Wow…
Olá, Jorge
Obrigado pela visita e pelo comentário. Volte sempre por aqui para tomar um cafezinho virtual.
Grande abraço
Muito interessante a forma de recrutamento. É um mundo que ao mesmo tempo que nos fascina, nos dá medo.
Parabéns pela matéria, João.
Abraços
Olá, Rodrigo
Como foi de festas de fim de ano? Tudo em paz? Obrigado pelo comentário.
Abraços
Oi João,
Estou atualizando minhas mensagens no diHITT e dei uma aparecidinha aqui para comentar sobre esta entrevista intrigante de um ex-agente da CIA.
Muito Legal mesmo
Abraço
Olá, Geraldo
Legal você ter lido a entrevista. Tinha mais coisas, porém ia ficar muito longa, então fiz um resumo.
Um abraço