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Felizes para sempre. É possível?

Enxoval pronto, alianças compradas, agora só falta casar e viver feliz para sempre. Será mesmo?

Se formos dar ouvidos às superstições e crenças sobre o casamento – e olha que não são poucas – é preciso prestar atenção a muitos detalhes.

Vamos começar com a escolha da data certa. Não pode ser num domingo, muito menos no mês de agosto porque, dizem por aí que é o mês do azar.

Na dúvida, é melhor mesmo casar em maio, mês que os europeus elegeram como o das noivas porque, para eles, coincide com o início da Primavera, estação do ano ligada à fertilidade. Agora, se chover no dia de seu casamento, não se lamente: é sinal de boa sorte.

Quando chegar o grande dia, você já sabe: dá azar os noivos se verem antes da cerimônia. Por que isso acontece, ninguém sabe ao certo, pois se trata de uma crença muito antiga.

É verdade que muitos noivos mais afoitos acham difícil ficar o dia inteiro esperando para ver a pessoa amada. Mas talvez lhes sirva de consolo saber que, na cultura de alguns povos primitivos, os noivos ficam isolados durante meses, preparando-se para o grande dia.

E a festa? Tem de ser a melhor possível. No interior do Brasil dizem que os noivos que não derem festa depois da cerimônia religiosa passarão por sérias dificuldades financeiras e terão poucos amigos.

Outra coisa que não pode faltar, obviamente, são as alianças. Elas começaram a ser usadas pelos egípcios, três mil anos anos antes de Cristo.

Já os gregos acreditavam que no dedo anular da mão esquerda existia uma veia que ia dar direto no coração. A aliança servia, então, para alimentar o coração com sentimentos nobres.

Outra tradição dos europeus que nós adotamos é a chuva de arroz. Só que ela não é exclusiva deles. Há milênios, os hindus, chineses, maias e outros povos jogavam arroz nos noivos para desejar-lhes prosperidade e saúde.

O brinde com champanha, presente em todos os álbuns de fotos de casamentos, também é hábito antigo. Ele deriva do costume que certos povos tinham de ingerir bebidas afrodisíacas após o casamento. Isso porque eles consideravam a a lua-de-mel mais importante do que a cerimômia.

A propósito, a expressão lua-de-mel surgiu entre os povos do norte da Europa, que costumavam distribuir aos noivos uma bebida feita de mel e vinho.

Finalmente, para quem só consegue pensar na noite de núpcias, um lembrete importante: aquele que se deitar primeiro indicará o sexo do primeiro filho. Se for a mulher, será menina. Se for o homem, será menino. Difícil mesmo será lembrar disso quando chegar a hora H.

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2 to “Felizes para sempre. É possível?”


  1. Beth Cruz disse:

    Eu sou casada a 23 anos, e confesso que queimei todas essas etapas de um casamento tradicional, rsrsrsssssssss
    Talvez seja essa a razão de ter durado tanto tempo.
    O importante em todas as uniões é a tolerância necessária para os dias de chuva, pois nem sempre o sol brilha.
    Cumplicidade, amizade e tolerância são os ingredientes necessários de um casamento para o “Até que a Morte os Separe”.
    Abração João

  2. Oi, Beth

    Obrigado pela visita. Casamento não é fácil. Para durar, é preciso mesmo, como você diz em outras palavras, concessões de ambos os lados.

    Abs



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