Games, sim. Mulheres, não
A Força Aérea dos Estados Unidos investiu 200 mil dólares na instalação de games online em suas 14 bases na Europa. O objetivo é divertir os jovens recrutas em seus dias de folga e evitar que eles tenham encontros com prostitutas.
“Melhor distrair-se com joguinhos do que chegar doente ao quartel”.
O veredicto é de Smith-Nethercott, gerente de marketing e entretenimento da Força Aérea dos Estados Unidos (USAFE, na sigla em inglês) estacionada na Europa.
Foi ele quem teve a idéia de oferecer uma nova forma de entretenimento à sua tropa: games online.
Primeiro, mandou instalar 12 consoles Xbox, da Microsoft, na base de Spangdahlem, no sudoeste da Alemanha. O sucesso foi tanto, que o estado-maior da USAFE decidiu criar novos centros em outras 13 bases.
“Agora tudo está muito diferente por aqui. A tropa não sai mais à deriva, correndo o risco de contrair doenças venéreas”, diz David Quinn, diretor de atvidades comunitárias da USAFE.
Quinn pretende avançar na iniciativa de Smith-Nethercott, instalando conexões de alta velocidade em cada central de games e promovendo torneios de Xbox em todo o território europeu.
Durante muitos anos, as forças armadas dos Estados Unidos treinaram seus soldados usando vídeogames.
Recentemente, o exército criou o America’s Army, que consiste em uma realizar uma série de sofisticadas missões militares. Em pouco tempo, o jogo tornou-se popular e já conta com quase 2 milhões de usuários.
O coronel Casey Wardynski, que supervisionou o desenvolvimento do America’s Army, acredita que as centrais de games são muito mais do que uma simples diversão: elas ajudam os jovens recrutas a compensar as saudades que sentem de casa e da família.
“A central é uma boa saída para essa moçada que, nos dias de folga, ou fica em suas barracas sem fazer nada ou se excede em bebidas e mulheres”, diz o coronel Casey.
Pode ser que o coronel esteja certo. Mas ficar sem uma carícia feminina no Iraque, por exemplo, deve ser torturante.










