Não fume, mas respire o ar poluído de SP
Vou logo avisando que acho o fumo prejudicial à saúde. Mas não concordo com a lei que proíbe fumar em bares, restaurantes e shoppings paulistas.
Primeiro porque é inconstitucional. Segundo porque a campanha do governo José Serra apega-se ao fato de que proibindo fumar naqueles locais, iremos respirar ar puro.
O que não é verdade. Ao sair, por exemplo, de um restaurante onde a fumaça do tabaco foi abolida, iremos respirar o ar poluído da grande metrópole, vindo principalmente dos gases venenosos exalados pelos coletivos, por caminhões e pelos dejetos que bóiam no rio Tietê.
E o que se faz para banir esses males de nossas vidas? Absolutamente nada.
Tem mais um porém, muito estranho, nessa história: assim que a lei entrou em vigor, proliferaram propagandas na televisão de produtos químicos que supostamente combatem o tabagismo. Tudo papo-furado.
Deixar de fumar depende de força de vontade férrea. Não adianta diminuir o número de cigarros fumados por dia. O fumante inveterado tem que amassar seu maço de cigarro, jogá-lo fora e nunca mais comprar outro.
Volto a enfatizar que, de fato, fumar não é legal. Mas e ingerir bebida alcoólica? O álcool mata mais gente por ano do que muitas doenças – segundo a Organização Mundial de Saúde é a terceira doença que mais mata no mundo, depois do câncer e dos distúrbios cardíacos.
Portanto, deveria também ser alvo de restrições. Não seria conveniente colocar um alerta em garrafas de uisque e latinhas de cerveja, como se faz nos maços de cigarro?
Não adianta, na enxurrada de propagandas de bebidas alcoólicas, aquele lembrete “Se dirigir não beba” (por sinal, quase imperceptível) se a mensagem que elas passam é de poder e sucesso. Ou seja, quem bebe, por exemplo, uma cervejinha, conquista uma bela loura, ou, como mostra ocomercial do jogador Cafu, torna-se famoso.
É preciso lembrar que as bebidas alcoólicas, se tomadas em excesso, não provocam apenas acidentes de trânsito, mas são causas de homicídios, de internações que custam mihões ao governo, e da destruição de famílias.
Conclusão: deve haver algo de podre por trás da campanha contra o fumo.











Meu amigo, também acho. Seu post expressa exatamente o meu pensamento.
Beijocas
Oi, Cris
Obrigado pela visita e pelo comentário.
abraços
João, eu acho que a sociedade sempre está buscando a bola da vez para apontar seu dedo.
Na antiguidade, eram os judeus, que depois passaram a concorrer com os negros o posto de pessoas mais discriminadas.
A bola da vez são os fumantes, que disputam com os gordos e com os feios quem serão os que mais sofrem de preconceito. Logo logo poderão ser os heterossexuais, depois os que gostam de carne. Do jeito que a idiocracia galopa para se tornar o sistema vigente no mundo todo, em seguida os inteligentes serão apontados na rua.
O pior é que essa campanha anti-fumo está baseada num estudo da OMS que não tem sustentação científica. Digamos que é um achismo. Até agora os “cientistas” que criaram as teorias sofre “fumantes passivos” não conseguiram comprovar com números suas afirmações.
O que podemos dizer, com 100% de certeza, é que essa campanha anti-fumo não visa exatamente a saúde das pessoas, nem dos fumantes ativos nem dos passivos. A quem ela interessa então?
É mais ou menos como a história do Tamiflu. A indústria tava com o estoque abarrotado, então “bora achar um jeito de botar esses comprimidos na rua”!
Concordo com voce e ainda acrescento um pouco mais de coisas em meu blog http://culturanobre.blogspot.com que nao falaram na grande midia.
Um abraços a todos…
vc e louca e nao comcordo com vc oque o governo esta fazendo e muito correto