Nós Queremos, Mas Tá DifÃcil
Anna Ramalho, colunista do Jornal do Brasil, viu foto de uma bolsa da ministra Dilma Rousseff, publicada no jornal O Globo, e concluiu: “…é uma autêntica Kelly, grife Hermès, criada em homenagem à princesa Grace, que custa cerca de 14 mil reais.”
Denise, assessora de Dilma, apressou-se em esclarecer que se tratava de uma bolsa-famÃlia-classe-C: era um modelito Francesco Rugani, comprado em Veneza, numa liquidação.
Não restou a Ana senão refazer sua avaliação. Mas ela não se deu por vencida. Com uma dose de ironia comentou:
“Tudo bem, explicação dada, mas é estranho que a atenta Hermès tenha um plagiador oficial. A bolsa da ministra, no exame de quem entende do assunto, mesmo por foto, é uma legÃtima Kelly. De todo modo, recomenda o bom senso que Sua Excelência não use esta bolsa em Paris, onde a legislação é muito dura para portadores de produtos fake.”
O episódio da bolsa sucede o do currÃculo de Dilma no qual ela apresentava tÃtulos que não tinha. Certamente, outros tiros do gênero serão disparados contra a ministra, o que dará um trabalho danado para o PT sustentar a candidatura dela como sucessora de Lula, mesmo tendo na sua equipe Scott Goldstein, responsável pela campanha de Barack Obama.
Sendo assim, o lema eleitoral de Dilma não será o “Nós Podemos”, de Obama, mas sim “Nós queremos, mas tá difÃcil”.
A não ser que Lula resolva, ele mesmo, de alguma forma, dar continuidade à Petecracia no Palácio do Planalto.
Ir para a página inicial do Repórter Net








Olá, João!
Bem anotado. Sou contra essa rótulo que querem pregar na Dilma, mesmo não sendo eu um eleitor dela. Prefiro o Ciro Gomes, por uma série de fatores.
E não aceito de forma alguma, essas discriminações preconceituosas, tÃpicas de uma burguesia (sem que eu carregue niso conotações de doutrinas marxistas) aos mise-en-scène aristocráticos.
O fato é que existe diferença entre os jeitos de governar de agora e de antes. E um projeto não é de uma pessoa, seja a Dilma ou qualquer outro o candidato do Lula.
Ele terá que representar uma gama de conquistas nas bases jamais vista. Estou aqui, estou vendo. Viajei um bocado pelo Brasil em 2007 e pude constatar isso.
Lula paira nas nuvens de popularidade, não é atoa. Fosse apenas populismo, não perduraria tanto tempo.
Já convivi muito com polÃticos para dizer com autoridade que as coisas mudaram, ficaram mais próximas das pessoas.
É o caminho certo para se consertar as coisas erradas que não se pode culpar o atual governo por elas. Mesmo que tenha se prevalecido delas. Afinal, não conseguiria mesmo governar sem elas.
Abraços!
Este slogan é sensacional, João! Nenhum outro traduz tão bem nossa realidade! hehe
Abraços
Lula não tem como continuar. Digo de um terceiro mandato. ImpossÃvel não pensar num ditador, e pior: impossÃvel evitar que pensem.
Mas Lula também não tem candidato. A Dilma não leva essa “nem a pau”. Nem Marina Silva, mesmo não usando uma Kelly legÃtima. A questão está mais ligada a necessidade de um novo presidente com a mesma força para “impor” o paÃs como aceitável (seja no G-20, na bolsa de NY, ou sob qualquer outro aspecto, não apenas polÃtico-econômico), e sustentar essa aceitabilidade fazendo “das tripas, a coroação” de reis plebeus, como foi o caso de dar status de ministro ao presidente do banco central. Se bem que um presidente de um banco central qualquer, no mundo, hoje em dia, é mesmo um rei, então tá tudo certo.
Vai dar Ciro, para o bem ou para o mal. Ele é o único que carrega a mesma energia transmutadora do Lula. Pode consultar sua sessão de astrologia.
Em tempo, seu blog é uma delÃcia! Quem disse o que disse, não sei mais em qual post, não sabe o que é um blog como esse pra gente hÃper-curiosa!
Em tempo, estou linkando!
Abraço!
Oi, Ana
Grande prazer em vê-la em meu blog. Excelente seu comentário sobre a sucessão de Lula. Obrigado pela força, viu? Abraços e volte sempre.