O fim dos desertos?
Árvores de plástico podem acabar com os desertos, transformando-os em áreas de abundante vegetação natural.
Pelo menos é o que imagina o engenheiro espanhol Antônio Ibañez de Alba, idealizador do sistema.
O processo começa pelo plantio, na borda do deserto, de palmeiras de plástico (poliuretano), cujas folhas são capazes de absorver gotinhas de água que se formam à noite, em razão da queda de temperatura.
Essas gotinhas são levadas até o centro do tronco das palmeiras, que funciona como um reservatório.
As raízes das árvores, também de poliuretano, têm função semelhante: absorvem as gotinhas que chegam ao solo e as conduzem até o reservatório.
Durante o dia, o vapor dessa água, liberado pelas folhas, eleva a umidade do ar. E a sombra das palmeiras de plástico diminui a temperatura da área.
Alguns meses depois, o aumento da umidade e a diminuição da temperatura permitirão que as nuvens penetrem na região.
Como a copa da árvore de plástico é branca, a luz do sol se reflete nas folhas e atinge as nuvens, o que favorece a ocorrência de chuvas. Nessa fase são plantados pequenos arbustos naturais à sombra das palmeiras de plástico.
À medida que a vegetação natural se desenvolve, as palmeiras atificiais são arrancadas e replantadas em outros locais adiante.
Em pouco tempo, pelo menos em teoria, o deserto acaba desaparecendo.
É ver para crer.
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