Sou alcoólatra, mas não bebo
Estou na casa dos sessenta, bem perto de dobrar o Cabo da Boa Esperança. Por isso, resolvi abrir meu anonimato de uma vez por todas e resumir a minha trajetória no inferno do alcoolismo e como escapei dele.
Acredito que a iniciativa poderá ajudar aqueles que estão na ativa e suas famílias. O álcool, se você não sabe, mata mais que o fumo e infartos.
Por isso, deve ser combatido a todo custo e não incentivado por comerciais, pela guerra das cervejas, que exibe mulheres bonitas tomando umas e outras ou, então, propalando que a bebida desce redondo.
Tudo bem, tem gente que pode beber, pode até tomar um porre, sem problemas. Mas há pessoas, em especial os jovens, que, por propensão, ao tomar uma, podem se tornar alcoólatras. E aí, o bicho pega.
Entrei no inferno do alcoolismo aos 24 anos e saí dele aos 36. Mas ainda sou alcoólatra. Só que não bebo. Dá para entender?
Explico: alcoolismo é uma doença, progressiva e incurável. Isso significa que um alcoólatra como eu, pode ficar sóbrio, há meios para isso.
Mas se tomar de novo o primeiro gole, a vaca vai para o brejo: ou eu morro em pouco tempo – o que é mais provável – ou fico louco.
Feito esse preâmbulo, eis o meu depoimento.
De volta à vida
“Tomei meu último gole na tarde de 6 de abril de 1976, à porta de uma clínica psiquiátrica, no Rio de Janeiro, onde, pouco depois, fui internado pelo Bira, membro de Alcoólicos Anônimos(AA).
O incrível é que eu havia estado em AA um dia antes, sem saber como. E, até hoje, não lembro de como cheguei lá e o que aconteceu. Só sei que, pouco antes de me encontrar com o Bira, na manhã daquele mesmo dia 6, estava, como sempre, desesperado para beber.
Revirei os bolsos da calça e encontrei uns trocados. Assustei-me, pois tinha certeza de estar sem dinheiro. ‘Será que roubei?’ O susto passou rápido. O fundamental, nesses momentos, era que, tendo dinheiro, podia beber.
E bebi. Mas não foi o suficiente. Queria mais. E vasculhei meus bolsos de novo. Achei um pedacinho de papel. Nele estavam o nome e o telefone do Bira, as iniciais AA, e um lembrete: ‘Se precisar de ajuda, nos chame’.
Eu precisava. Para beber. Pois só bebendo pararia de tremer. Só bebendo, poderia respirar aliviado, e, em seguida, beber mais e mais, até me desligar das coisas do mundo.
Foi, então, que telefonei para o Bira. Ele também tinha estado na mesma reunião de AA que eu e após a qual – contaram-me mais tarde – apaguei. O Bira tentou levar-me para casa dele, mas, no meio do caminho, acordei e fugi.
Maravilhas do AA
Fui parar de novo na mesma beira de calçada que vinha freqüentando nos últimos quatro meses. Lá, apaguei de novo. Até o Bira chegar, me acudir, e me convencer de que deveria ir para uma clínica: eu estava inchado, fraco, maltrapilho e maltratado.
Fiquei na clínica mais ou menos um mês. Ao sair, descobri AA e pude verificar as maravilhas que falavam dessa irmandade que, há mais de meio século, se dedica à recuperação de alcoólatras. De lá para cá não bebi mais. Estou sóbrio.
Mas ainda sou alcoólatra. Isso mesmo: sou alcoólatra, pois, como aprendi em AA, alcoolismo é uma doença progressiva, que pode ser detida, mas é incurável.
Basta um gole de qualquer poção que contenha álcool e recomeça todo o processo de dependência psíquica e física pela qual passei, incluindo aí a degradação moral.
Isso não significa que quem tem problemas com o álcool há de, necessariamente, perder o emprego, a família, ser preso, internado e ter alucinações — ver bichos, como aconteceu comigo.
Muitos, atualmente, têm tido a sorte de ser tratados a tempo. Ainda bem, pois chegar no ponto em que cheguei e estar vivo é, simplesmente, um milagre.
Cervejinha de dia, o começo
Comecei a beber lá pelos 23 anos, nos fins de semana. Uma cervejinha, durante o dia. Um uisquinho á noite, para relaxar. Um vinhozinho antes de fazer sexo, que ficava mais gostoso.
Gradualmente, o álcool foi insinuando-se por meu corpo e mente, sempre como aditivo de qualquer coisa que eu pretendesse fazer.
Alcoolizado, eu me sentia o dono do mundo. Em casa, todos viviam em sobressalto: nunca havia dinheiro para as despesas, nem carinho para a mulher e os filhos. Eu me casara como o álcool.
À minha mulher restava apenas lamentar-se e chorar. Eu não dava a mínima. Aliás, as choradeiras dela contribuíam para que eu me aborrecesse e cometesse mais desatinos.
Por essa época, alguns amigos me alertaram: ‘Você está indo longe demais!’. Eu esbravejava: ‘Bebo com meu dinheiro e ninguém tem nada a ver com isso’. Com o tempo, essa sensação de poder, transformou-se em desespero: queria parar, mas não conseguia. ‘Não vou mais gastar meu salário pelos bares’, prometia.
O palhaço, o porco e o leão
E gastava. ‘Não vou mais sair de casa aos domingos à noite e só aparecer na manhã seguinte’, jurava. E não cumpria. Afundava-me cada vez mais no copo e na lama.
Engraçado esse negócio de afundar na lama. É meio batido. Mas tem a ver, pois o alcoólatra que só abandona a bebida quando está perto da morte, passa, invariavelmente, por três fases: a do palhaço, a do leão e a do porco.
Muitas vezes fui agressivo e encostei o cano de um 38 na cabeça de pacatos motoristas de táxi, simplesmente porque eles se recusavam a me levar por apenas dois quarteirões. Era o leão em cena.
Quantas vezes fui motivo de risos: não é gozado ziguezaguear pela rua e bater, de repente, com a cara num poste? Era o palhaço em ação. Pouco antes de conhecer AA eu usava a mesma roupa há meses, não me barbeava e nem tomava banho. Não é coisa de porco?
Em apenas cinco anos, dos 25 aos 30, o álcool me fez passar uma noite de terror num cubículo de manicômio e a humilhação de dormir na rua. Aos 34 anos, o álcool dirigia totalmente a minha vida.
Todo aquele orgulho de ser poeta, letrista premiado em festivais de música, jornalista conhecido — tudo isso terminou jogado nos cantos mais imundos dos botecos das zonas de baixo meretrício.
O que sobrou de mim, aos 36 anos, naquele 6 de abril de 1976, foi um bêbado trôpego, equilibrando-se nas calçadas do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Sem rumo. Ou melhor: em direção à loucura e à morte.
Jornada para o inferno
Alcoólatra é uma palavra dura. Mas se encaixa justo em quem não resiste a mais um gole, depois de ter tomado o primeiro — início de uma longa jornada para o inferno.
Em AA aprendi que alcoólatra, entre tantas definições, é especialmente aquele que tem a capacidade de absorver grandes quantidades de álcool, sem, no início, ficar bêbado.
Sobre isso há uma historinha contada por Donald M. Lazo, um estudioso de dependência química, em seu livro Alcoolismo:o que você precisa saber.
Ele conta que cinco jovens foram a uma festa e beberam muito. No final, todos saíram cambaleando, menos um. Qual deles seria um alcoólatra em potencial? ‘Esse um’, responde Donald.
AA tem me ensinado bastante sobre alcoolismo. Lá, são ditos alguns slogans que, se praticados, tornam a abstinência ao álcool menos sofrida: ‘Evite o primeiro gole’; ‘Vá devagar, mas vá’; ‘Viva e deixe viver’.
Em AA aprendi a perder o orgulho, a pedir socorro quando necessário, a não estar só. E, principalmente, a não mentir para mim mesmo.
Hoje, alguns amigos, meus filhos, que pensava ter perdido para sempre, reaproximaram-se de mim. Não percebo mais medo nem rancor nos olhos deles. Só mágoa, um sentimento cujo mecanismo funciona mais ou menos como quando a gente se corta: a ferida sara, mas ficam as cicatrizes.
O bom agora é que todos os que convivem comigo e sabem de meu alcoolismo, me animam, vibram com cada dia de sobriedade que conquisto. E isso me dá forças para não voltar ao copo. Foi mesmo um milagre. Ou um lance de sorte, sei lá. Qualquer que seja a causa, parar, em casos iguais ao meu, é muito difícil.
Para ter uma idéia, foram necessários quatro anos de abstinência para que me sentisse em condições de participar de reuniões sociais. E somente depois de cinco anos sóbrio consegui, de novo, meu primeiro trabalho. De qualquer forma, é possível parar.
Basta uma certa disposição, ainda que débil. Algo como: ‘Puxa, eu gostaria de parar de beber, mas de que jeito?’. E mesmo que esse desejo se transforme em dúvida e desemboque num gole, não faz mal. É essa vontadezinha que tece um fio de esperança.
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João, primeiramente parabéns pela vitória em sua vida com relação ao álcool. É preciso ter muita coragem pra prestar um testemunho como esse que sem dúvida nenhuma irá ajudar a vida de muitas pessoas que estão passando por algo igual.
Sem dúvida, o mais belo post que li neste ano.
Olá, Michel
Suas palavras me comovem. Mas apenas dei de graça aquilo que de graça recebi. Mesmo sabendo que dificilmente o post terá boa audiência porque o leitor não gosta de textos longos, se ele ajudar pelo menos uma pessoa, me sentirei recompensado.
Obrigado, mais uma vez, pela sua vista. Você é sempre muito bem-vindo.
Abraços
É isso aí, João!
Parabéns pela lição de vida! Admiro muito sua coragem!
Concordo que as propagandas de cerveja, assim como as antigas de cigarro, exaltam o lado bom, divertido, social, etc, etc. Sempre com belas mulheres e muitos amigos. Acho ridículo e inconseqüente! O álcool é a droga mais barata que existe, já que 1 real se compra uma garrafa de cachaça em qualquer mercadinho em qualquer bairro.
Tenho um parente alcóolatra, mas que todos o tratam como se fosse normal. Lembro que acordava e a primeira coisa que fazia era pegar uma latinha de cerveja na geladeira. Agora não sei como anda já que perdi contato. É triste, mas a pessoa só se cura se se assumir doente. Não é falha de caráter, é doença e pode ser controlada se seguirem seu exemplo. Esse é o ponto.
Grande abraço e parabéns, João!
Olá, Rodrigo
É por aí, amigo. Muita gente boa, muitas famílias felizes são destruídas porque beber um pouco mais, parece normal. Às vezes, até é. Mas, na maioria dos casos, é sinal de alcoolismo.
Obrigado pelas suas palavras, que servem como estímulo para eu tentar mostrar a saída para os que são vítimas dessa doença terrível.
Um afetuoso abraço.
Que belo depoimento João! Cheio de verdade, determinação e aprendizado, parabéns! Imagino a dificuldade em sua trajetória e o quanto deve ser gratificante, de uma certa forma; olhar para trás e ver que você superou suas próprias fraquezas e adversidades.
Tenho sentimentos parecidos com os dos alcoólatras às vezes, pois estou tentando parar com um outro vício, o cigarro! Já estou no 6º mês sem fumar e espero continuar firme e nunca mais fumar em minha vida novamente! O que me guia neste processo é exatamente pensar que sempre serei uma tabagista, porém não pretendo fumar mais!
Parabéns pelo post e lição de vida. Um forte abraço!
Nossa João, sua história é de superação. Parabéns pela vitória.
Eu tive uma tia que morreu de coma alcoolico, Era muito triste vê-la exatamente assim como você descreveu.
Que bom que você recuperou seus filhos.
Fiquei emocionada com seu post, espero que sirva para ajudar alguém ou até mesmo alertar para os malefícios do álcool.
abs
Lisa
Oi, Lisa
Lamento por sua tia, mas isso prova o flagelo que é o alcoolismo. Espero, sim, que meu depoimento tenha ajudado alguém.
Obrigado por ter dado uma passada por aqui.
Abraços
Olá, Gláucia
Somos, então, companheiros luta, em jornadas semelhantes. Da mesma forma que há 32 anos não ingiro bebidas alcoólicas, torço para que você consiga o mesmo em relação ao cigarro.
Meu muito obrigado pela visita e por suas lindas palavras.
Abraço fraternal
Oi Joao,
Me arrepiei com tua historia e fiquei feliz com tua vitoria, infelizmente na minha familia tive o outro final:
Meu tio, irmao do meu pai, teve cirrose hepatica e o medico mandou ele optar pela vida ou a bebida, infelizmente escolha errada levou ele a morte.
Mas fiquei muito feliz pela tua coragem em contar a tua historia e tua vitoria.
Parabens
Oi João, linkei seu post no meu blog, espero que não se importe. Mais uma vez, parabéns e um abraço!
Parabéns irmão, força na tua guerra! Teu inimigo é você mesmo. Sei como é isso. Mas o pior já passou. Agora é se fortalecer e curtir a vida!
João sei bem o que é isso. Meu pai era alcóolatra e sofri muito quando criança,ele também começou a ver “coisas”ficou internado e hoje está curado ,pois isso já faz uns 30 anos, ele nunca mais bebeu e se tornou outra pessoa, que hoje eu amo muito.Ele também deu a volta por cima,está com 70 anos e é encarregado na prefeitura,se aponsentou mas trabalha até hoje.Quero de coração parabenizar vc e meu pai,isso mostra que tudo que a gente quer a gente consegue.PARABÉNS!!!!
Abços
Lina
João
Eu bebo, não nego, pouco, muito pouco, nunca me imaginei um alcoólatra. Dos vicios mais perversos, o unico que tive e abandonei foi o cigarro, e sempre que posso falo disto, porque acredito numa grande vitória pessoal.
E no seu caso, com certeza você devia realmente falar mais, é um vitória imensurável. Todo vicio é preocupante, entretanto tem alguns que são chamados sociais, pois além de interferirem na vida o usuário, interfere na vida de todos que o cerca, a bebida e as drogas não legalizadas são assim.
Parabéns por esta grande vitória.
João!
Belíssimo depoimento. Qualquer dia desses faço o meu. Mas também me recuperei em AA, em Campo Grande (MS) saído daqui da cidade, em conhecida fuga geográfica.
Cheguei a ser morador de rua.
Eu conhecia o AA daqui de perto, de Jaú, mas o orgulho impediu qualquer entendimento. Mas em Campo Grande, mesmo na viagem, eu sabia que precisava parar de beber.
Subi umas escadas, onde ficava um grupo de AA e, a partir daquele dia, consegui estacionar a doença.
Foi muito estranho, muito mesmo, a primeira vez que acordei sem ressaca depois de décadas tendo ela por companheira toda manhã.
Bem, em Campo Grande, de imediato me inseri no serviço da Irmandade e cheguei a ser Secretário de Área.
Voltando para cá, para o interior de SP, com toda experiência adquirida com o Serviço, candidatei-me ao cargo de MCD do Distrito.
Fui eleito e durante meu ano de mandato viajávamos toda noite por cidades vizinhas formando grupos ou reestruturando outros. Formamos uns 10 grupos novos.
Patrocinamos vários Simpósios Estaduais cá na cidade e sempre estive presente nas Assembléias, em Sampa.
Depois disso tudo, oito anos passados, eu me afastei dos grupos. Isso acarretou uma recaída que só quem sabe o que é uma recaída, entenderá o inferno.
Daí sim, quase morri de tanto beber.
Depois de uma internação onde minha vida só existe por vontade do PS, consegui novamente a abstinência, não sem um sacrifício desgraçado, quase 72 horas sem dormir por conta da obsessão alcoólica.
Desde então (isso, em 1995) venho mantendo minhas 24 horas.
E é o que eu desejo para você também: mais 24 horas de serena Sobriedade.
Abração!
Sérgio
PS: Seu depoimento ficou ótimo. Mande-o para a Revista Vivência. http://www.revistavivencia.org.br/
è sempre ótimo ver histórias com essas… lição de lida que infelizmente os poucos que aprendem é na prática, parabéns…
João
Parabéns pela vitória e pela lição de vida.
Imagine se você tivesse sucumbido ao alcoolismo como muitos!! Teríamos perdido um tremendo escritor, um tremendo jornalista e, melhor ainda ser humano.
Um abraço
Ari
Amigo João,
Seu texto contando essa história de vida me comoveu muito,eu te falei na outra postagem que esse assunto me causa profunda angústia,pois vivi um problema assim na minha familia,me identifiquei com todas as passagens que descreveu,e te afirmo,com essa postagem você demonstrou o grande homem que é,e certamente estará ajudando mais de uma pessoa,pois essa coragem,demonstrada por você é coisa de um valor inestimável,parabéns,parabéns,parabéns!!!!
Um forte abraço de um cara que passou á te admirar mais ainda.
Olá xará,
O que dizer depois de tantas palavras que para mim são de uma valia que você não imagina? Só lamento que o mesmo tenha acontecido com uma pessoa de sua família.
Obrigado, mas muito obrigado mesmo pelo seu comentário.
Um abraço fraternal
Olá, Ari
Estou emocionado com seu comentário. Não sou tudo isso que você diz. O que valeu é que consegui, de alguma forma, reparar alguns erros cometidos quando estava na ativa.
Obrigado por ter passado por aqui e ter dado esse alô tão estimulante.
Grande abraço
Olá, Henrique
Ser amigo é ser assim, como você, solidário. Obrigado pela visita e pelo comentário, curto, mas gratificante.
Abraços
Oi, Sérgio, grande amigo
Puxa vida! Você é quem deveria ter escrito o artigo. Porque foi mais forte, mais corajoso do que eu. Vi várias recaídas e sei como é terrível ver o estado em que ficam nossos companheiros.Alguns não voltaram mais à Irmandade;outros se foram sem resiperar a sobriedade.
Você tem meu respeito e admiração. E é sempre bom lembrar que é só por hoje, que não podemos vacilar.
De nada adiantam meus 32 anos de abstinência se eu pensar de outra forma.
Grande irmão de aventuras online e de sofrimento, que Deus te abençôe e à sua família e que tenhamos, juntos, mais 24 horas.
Por favor, me diga se recebeu este comentário por e-mail. É importante saber que você recebeu minha resposta.
Um abraço apertado. De coração
Oi, Joselito
Como disse no texto, nem todas as pessoas que bebem se tornam alcoólatras. Alcoolismo é doença. É curioso, mas acontece de uma pessoa nunca ter bebido na vida e ser alcoólatra em potencial Há casos assim. E você reconhece essas pessoas pela agressividade ou depressão excessivas.
Conheci um senhor que ingressou em AA, aos 70 anos de idade. O alcoolismo dele sobreveio quando ele tinha 65.
Obrigado por ter dado uma passada por aqui e feito um comentário. Abraços
Oi, Lina
Fiquei comovido ao saber que seu pai também tenha passado pelo mesmo drama que eu e feliz por ele ter se recuperado. Infelizmente, há muitos que não conseguem parar e ou morrem prematuramente ou ficam em eternas internações, até à loucura.
Obrigado por ter lido o artigo e pela visita.
Que Deus abençôe seu pai, você e toda sua família.
Grande abraço
Olá, amigo
Obrigado pela força. Mas o que passou, passou. O importante é o hoje e a chance que tenho de ajudar a quem precisa.
Abraços
Oi, Gláucia
Em primeiro lugar, obrigado por ter passado por aqui.
Não, não me importo. Esse link pode ser útil para muitas pessoas, o que me fará muito feliz.
Abraços
Olá, Geraldo
Lamento muito o que aconteceu com teu tio. Infelizmente, muitos não conseguem parar. Eu saí dessa, não sei bem como, acho mesmo que foi um milagre, porque, como disse, morava na rua, bebia e desmaiava e o ciclo se repetia sempre. Estava mesmo nas últimas.
Mas agora me sinto gratificado por poder, de alguma forma, ajudar a quem precisa.
Obrigado por suas plavras. Elas me comoveram muito.
Abraço fraternal
Puxa João, confesso que acabei de ler o seu texto com lágrima nos olhos, e lendo os comentários dos amigos acima dá pra se ver que o problema é bem mais comum do que a gente imagina, a maioria teve um caso na família ou algum conhecido que passou por isso, eu mesma perdi um tio ano passado vítima de cancêr de fígado e de pulmão, ocasionado por uma vida toda fumando e bebendo. Eu tenho uma filha adolescente, você pode imaginar a minha preocupação em relação aos vícios, né!
Mas… graças á Deus você conseguiu uma grande vitória, e hoje podemos contar com se humano muito melhor, com um grande escritor e uma pessoa de grande sensibilidade.
Obrigada por compartilhar sua história, que com certeza vai poder ajudar alguém!
Beijão e muita Luz pra você sempre
Sol
Querida Sol
Lendo seu comentário me emocionei muito e também chorei. Não só porque me lembrei de como fui e como sou hoje. Lamento por seu tio.
Mas,se Deus quiser, nada acontecerá à sua filha, desde que você esteja sempre presente na vida dela, menos no papel de mãe e muito mais como amiga e confidente.
Obrigado pela visita. Abraço fraternal
Oi, João:
Quando uma pessoa se dá conta que tem um problema sério e toma uma atidude para mudar essa situação, já é um grande passo. Tu és um vencedor, mostraste que vales muito mais do que o vício, e que ele não pode te derrubar. Uma vez li que temos vícios porque não temos algo melhor e também nunca nos ensinaram a sonhar com algo melhor. Tu conseguiste sonhar e realizar uma vida melhor, venceste este desafio. És um homem forte, que consegue mudar o que te incomoda – o que nem todos conseguem. Parabéns pelo relato e pela força de vontade. Força, sempre!
Beijos pra ti.
Querida Daniela,
Não tenho palaavras para agradecer a comentário tão gratificante. Sinto-me ao mesmo tempo comovido e feliz. Comovido pela demonstração de solidariedade, coisa difícil de se ver hoje em dia. Feliz porque espero que o depoimento tenha ajudado a muitos que ainda sofrem o flagelo do alcoolismo.
Muito obrigado e um grande abraço. De coração.
Meu Querido João,
Só quero que voce saiba, que admiro muito sua coragem e sua força. Voce é um vitorioso! Voce é vencedor! Sua história de vida é belissíma. Isto chama-se superação.
Voce foi fundo, ficou sem chão e buscou em voce mesmo a força necessária para superar esse mal. Voce só merece aplausos e o respeito de todos. Parabéns!
Um grande beijo no seu coração. Muita Luz pra voce.
André
Oi, André
O que posso dizer diante de de um comentário tão gratificante? Nada, além de muito obrigado. Fique com Deus. Uma abraço fraterno, de “coração para coração” (Esse era o nome de um programa que seu pai tinha na Rádio Universal).
Companheiro João;
Preciso ter dizer que a sua carta me ajudou e muito,estava pesquisando na intenet soubre um outro assunto quando vi a sua carta. Também sou menbro de A.A. Mas infelismente não tenho mas tempo de esta sempre nas reuniões. Hoje a sua carta veio me fortalecer e veio me dizer que realmente vale apena não beber. Tenho 33 anos, iniciei minha programação aos 31 anos sendo sincero e honesto commigo mesmo. E desde o dia 31/07/2006 não ingeri nenhuma gota de alcool. A sua carta me vez lembrar que ainda sou um alcoólatra e que só por hoje eu não bebo,e que devo evitar o primeiro por 24hs.
João fica aqui meu muito obrigado e mais 24hs.
Olá, Junior
Você não imagina o quanto fiquei feliz com seu comentário. É isso aí, companheiro. É um dia de cada vez – só por hoje. E não esqueça nunca de tomar seu remédio que são as reuniões.
Mais 24 horas para você.
Abraço fraternal
É, mas isso que vc relata é verdade ou é só um texto p chamar atençao ? sim, pq aqui na NET loira vira negro, pobre é rico, anonimos viram celebridades e, outras cositas mas.
Olá, Reginaldo
Revisando minha resposta a seu comentário e atualizando-o.
Algumas pessoas, incluindo familiares, conhecem meu passado. Eu não poderia, portanto, inventar algo tão sério, expondo-me ao ridículo.
Abri meu anonimato para todos os que lêem o meu blog e para os futuro visitantes, no sentido de ajudar os que precisam. Tudo que está em meu texto é a pura expressão da verdade.
Mas comprrendo a razão de seu comentário. Há , realmente, muita gente que usa a internet para aparecer.
Só que não preciso disso. Basta você ver quem sou eu, em termos profissionaos, clicando no menu Contato e Sobre.
Obrigado pela visita e volte sempre.
Grande abraço.
Cara, vc me fez chorar…
Una cosa…tenho 25…e já destrui muito minha vida…estou com medo de ainda acabar me matando
E aquela sensação que nos da de que somos nada…e pensamos…pq os outros temem morrer…são frouxos…pois é…
balela…somos humanos e queremos viver em paz sempre…por isso muita revolta…
A vida é dura…quero dizer…o humano criou uma vida dura que nós poetas sofremos com isso…
e as vezes apelamos para a bebida…pois é…nem consigo mais escrever e compor…
Prezao,
Em primeiro lugar, me desculpe, mas tive que eliminar um termo de seu comentário. Não é censura. É que a palavra é considerada como palavrão pelo meu sistema de spam.
Bem, você tem 25 anos e muita vida pela frente. Foi mais ou menos nessa idade que o alcoolismo me pegou de jeito. Eu também escrevia pra jornais, fazia poemas, mas, depois de algum tempo bebendo horrores, não conseguia escrever nem meu nome.
Procure uma sala de AA (http://www.alcoolicosanonimos.org.br/). Quem sabe você tenha a sorte que eu tive e volte a ser o que realmente você é.
Onrigado pela visita.
Abraços
Olá, amigo
Se, por acaso, você tem um problema igual ao meu, procure uma sala de Alcoólicos Anônimos (http://www.alcoolicosanonimos.org.br/)
Sua visita me fez feliz.
Abraços
Bom dia João!
Maravilhoso seu depoimento! Eu também sou um anônimo (alcoólatra e narcótico) e me encontro limpo há 1 ano 7 meses e 24 dias. Seu depoimento me deu uma injeção de ânimo no dia de hoje, me fez continuar valorizando os “benefícios” em levar uma vida limpo, mesmo em meio às adversidades da rotina massante que, por vezes, desestabiliza a minha caminhada. Obrigado pela coragem na quebra do seu anonimato!
Forte abraço companheiro!
Olá, Companheiro
Sinto-me gratificado por ter te dado uma força. É isso aí. Apesar dos problemas (temos de conviver com eles), não podemos esquecer de recarregar nossas baterias, indo às reuniões e botando na cabeça de uma vez por todas que o dia é hoje. Sé existe o hoje. E devemos viver esse hoje da melhor forma possível.
Mais 24 horas para você.
Abraço fraternal.
Procurando ajuda para meu marido encontrei vc,aliás ajuda para mim também,pois a vida da companheira do alcoolatra é tão difícil quanto a do próprio doente, sei do aconselhamento para familiares do AA, mas já estou tão cansada que não sei se vale a pena lutar sozinha.Ele só está sóbrio quando está trabalhando, mas em casa está sempre bebado, não temos noites tranquilas, nem finais de semana.Ele não fica agressivo,mas fica cambaleando, sujando toda casa, dorme sem tomar banho,faz as necessidades nas roupas, acorda vomitando.Vida social não posso mais ter,tenho vergonha e não acompanho,temos uma filha de 1 ano e meio, então tenho que ficar sempre ligada em 220volts.
Ele não quer ajuda,não quer parar,não se considera doente!E quem esta em depressão profunda sou eu…Desculpe pelo desabafo,eu precisava falar com alguém.Desculpa.
João, parabéns pelo seu testemunho cara. O que você fez com certeza poderá ajudar não apenas os alcolatras, mas também os que não são mas fazem questão de encher a cara em festa e em todo o lugar que vão. Muitos descem o pau em cigarro, maconha, esteróides, frituras, doce, internet e em vários outros vícios, mas parece que muitos ainda tem medo de falar sobre os males do álcool que realmente são piores do que os do cigarro, pois o álcool não destroi apenas seu usuário, mas destrói todos em volta e, as vezes, até mesmo os que não tem nada a ver com o usuário. O problema é que isso ainda é um tabu, pois a mídia investe muito bem em propaganda com loiras siliconadas, pessoas jovens, praias belíssimas, todos bebendo. Não tenho nada contra o álcool, assim como não tenho contra maconha, cigarro, frituras, doces, internet, anabolizantes. Tenho contra o exagero. Tudo demais faz mal, realmente. Infelizmente alguns não podem usar nem um pouco. Da mesma forma que um alcólatra não pode tomar um gole, um diabético não pode comer um doce… Mas infelizmente, ainda é um tabu falar sobre isso. Muitos jovens bebem para se incluir em um grupo social. Não só as propagandas colocam o alcool na vida dos jovens. Existem também as músicas que falam sobre a bebedeira, filmes colocando como se fosse algo engraçado, moderno, cool… seriados mostrando como e fosse um símbolo de virilidade para os homens, de sensualidade para as mulheres. Uma pena realmente.
Parabéns cara! Seu texto está excelente como sempre e este foi o melhor de todos!
Abraços
do Terrinha
Olá, Obrigado pelas palavras carinhosas. Espero de verdade que meu depoimento possa ter ajudado a alguém que tenha o problema.
Obrigado pela visita. Volte sempre.
Abraços
Olá, Michel
Eu é que estou emocionado com sua citação. Muito obrigado. Venha tomar um café virtual no meu blog de vez em quando.
Abraços
Seu depoimento me serviu como exemplo.
Parabéns pela força e coragem.
Era tudo que eu precisa ler hoje. Obrigada de coração!
Olá,
Fico feliz que tenha lhe ajudado. Tudo é possível na vida, nasta tentar e ter fé. Obrigado pela visita. Volte sempre. Abraços
Oi, meu amigo! Já tinha lido um artigo seu sobre isso, mas não era assim detalhado. O que dizer… fico impressionada! Não tenho a mínima noção de como é chegar onde vc chegou, mas, felizmente, vc recuperou a sua vida e se mantém firme em seus propósitos! Eu acredito, sim, que seja um milagre! Um milagre que vc buscou. Fico impressionada com os jovens que bebem, bebem, até pela manhã e não há o que os faça parar, pois se sentem donos da situação e qualquer coisa que vc fale é motivo pra se irritarem violentamente ou de gozação. E é tudo por besteria… as propagandas nos passam a idéia de que uma pessoa só se divertir e ser aceita se beber, beber, beber… mesmo que essas bebidas tenham um gosto horrível! Eu, graças a Deus, se bebo um copo de qualquer coisa alcólica tenho sono quase que imediatamente, então, se eu quiser me divertir, não bebo nem um gole… Prefiro água… isso, sim, dá energia e vigor! Enfim, parabéns pela sua caminhada de sucesso, João! Com certeza, tem ajudado a muitos o relato de sua experiência. Que Deus te guie sempre! Beijos! :)
Olá, Dani
Obrigado por ter lido o artigo e por suas palavras generosas. Se puder, fale a seus amigos sobre o AA. Essa irmandade pode salvar muitas vidas.
Grande abraço e venhma me visitar mais vezes.
Abraço fraternal